sábado, 5 de fevereiro de 2011

DOR NO CALCANHAR, ..CUIDADO PODE SER SÍNDROME DE HAGLUND

Já sentiu uma dorzinha no calcanhar? 
Cuidado, ela pode transformar seus dias de corrida em dias de tratamento. 

Conhecida como a síndrome de Haglund (dor posterior no calcâneo), é uma lesão decorrente de uma ação mecânica da eminência posterior do calcâneo contra a bursa retrocalcânea (bolsas que servem de proteção entre o tendão de Aquiles e o calcâneo), algumas vezes podendo ser também decorrente da ação entre o posterior do calcâneo e o tênis.

O diagnóstico deve ser dado pelo profissional médico por meio do exame físico, histórico do atleta, raio x e ressonância magnética. Não há uma causa exata do aparecimento da patologia, mas acredita-se em algumas hipóteses:


Calçado inadequado (causando uma distribuição de peso incorreta do atleta)


Biomecânica da corrida

Overtrainning (Excesso de treino)

Alterações biomecânicas do pé (parte óssea)

Encurtamento da musculatura da panturrilha



TRATAMENTO

O tratamento visa a diminuição do processo inflamatório e ajuste da biomecânica da corrida com o calçado do atleta, que pode ser feito com palmilhas, sendo estas feitas sob medida ao atleta, e não comprada em farmácias e supermercados.

O uso de calcanheiras de silicone muitas vezes é indicado para diminuir a pressão do calcâneo, mas quando usada por longos períodos, pode haver um encurtamento da musculatura da panturrilha. Isso causa uma biomecânica errada na corrida, podendo levar a outros problemas mais sérios.


Outro tratamento muito utilizado são os medicamentosos (indicado por médicos apenas), que podem ser desde antiinflamatórios, até infiltrações de corticóides na região, aliviando assim a dor. Estes tratamentos sempre são efetivos quando feitos em conjunto com a fisioterapia.


Em casos mais crônicos, a cirurgia é indicada (sempre que os tratamentos conservadores acima descritos não surtirem efeitos). Nesses casos, é feita a remoção da porção póstero-superior do calcâneo, juntamente ao reparo do Aquiles. Deste, faz-se a extração da parte doente do tecido (tenoplastia) e reforço com o uso da transferência tendinosa do fibular curto. 

Hoje com as técnicas e materiais modernos de fixação dos tendões no calcâneo, como os parafusos de interferência em titânio, consegue-se agressões cirúrgicas menores, com um menor tempo para a realização do procedimento, o que se reverte em resultados finais cada vez melhores.

Após a cirurgia, faz se a reabilitação, que dura em torno de três a cinco meses, e o fisioterapeuta ajudará o atleta em seu retorno gradual ao esporte. 

Fonte: Webrun

Um comentário:

  1. Buscar um profissional de saúde o mais rápido possível após o aparecimento de sintomas é essencial para uma evolução rápida e pouca perda de rendimento no caso dos atletas.

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